quarta-feira, 25 de agosto de 2010

- True Reverber II, ano 1972

Giannini True Reverber II, ano 1972, 50W, combo valvulado com 1x12". Inspirado no Fender Super Reverb Amp blackface, porém num formato mais econômico, devido à utilização de apenas um falante de 12" (o Super Reverb usava 4x10"), inexistência de válvula retificadora, ausência do canal 1 (clean) e ausência do controle de médios. Essas são as principais diferenças, mas existem outras menos significantes no circuito. Tem os efeitos Reverb e Trêmolo.

Esse amp chegou apresentando vários ruídos. Ao abrir, verifiquei que ele estava extremamente original por dentro (o que pode ser bom, pelo fato de demonstrar que não foi cobaia para muitos experimentos muitas vezes mal sucedidos; mas também ruim, devido ao fato dos capacitores serem todos originais e com quase 40 anos de vida...).

O amp chegou assim:


Foi feita a troca de todos os capacitores, colocado o Jewel red novo, alça nova, cabo AC tripolar, inclusão de chave Stand By no lugar da chave de Fase.

Embora os ruídos tenham diminuído, não foram eliminados por completo. Após algumas horas de stress, descobri que o problema estava no soquete da válvula V3. Corrigido isso, foi só consertar o Trêmolo, testar com válvulas novas e ir pra galera (como diria o Seu Boneco). Vida nova ao True Reverber!

Porém, como sempre, sugiro trocar todas as válvulas, pois estão cansadas e nem se sabe sua procedência. Além disso, como sempre também, sugiro a troca do falante Novik de 12" (que de "falante" só tem no nome, pois não fala nada) por outro melhor. Se quiser mais headroom, seria interessante um falante de guiarra com potência maior (uns 150W). Se quiser som mais british, um Eminence Legend 12" cairia muito bem.

Após o trabalho, ele saiu assim:

domingo, 25 de julho de 2010

- Thunder Sound Bass II 1970

Esse amplificador foi deixado aqui por cliente que utiliza ele num baixo acústico (vertical), que me pediu para fazer uma revisão e fazer algumas modificações para soar melhor com o seu baixo.

Não acho o TS um bom amplificador para o baixo, embora goste bastante do som dele para guitarra (claro, depois que realizadas as devidas correções de circuito para usá-lo com guitarra). Mas, obviamente, isso é uma questão de gosto e essa é apenas a minha humilde opinião.

Para enfatizar as baixas frequências produzidas pelo baixo acústico, testei várias alternativas no circuito, sendo a que cujo resultado mais agradou foi alterar os valores dos capacitores de bypass das válvulas de pré 1 e 2. Feito isso, os graves passaram a ter um som mais definido e redondo.

Existem várias modificações para fazer um amp soar de forma diferente, mas nem sempre uma mesma alteração vai ter o mesmo resultado em certos amplificadores (o que é um tanto óbvio, pois existem muitas variantes no caminho). Nesse caso, a alteração citada anteriormente foi a que teve melhor resultado dentro daquilo que o cliente esperava.

Após isso, foram efetuadas algumas outras manutencões de rotina. Outra alteração foi a desabilitação da chave Fase (que só causa choques!) e inclusão de uma chave Stand By.

Apesar do amplificador estar funcionando corretamente, recomendei ao cliente substituir todos os capacitores, pois o amplificador é de 1970 e praticamente todos os capacitores ainda são originais. Esses componentes costumam durar uns 20 anos apenas! Ele ficou de trazer o amp aqui em outra ocasião para fazer isso...

Abaixo pode-se verificar como ficam os capacitores eletrolíticos após 40 anos. Eles geralmente ficam em pior estado do que esses.


O amp chegou assim:




E após o trabalho, saiu assim:

 Esse botão no meio do tecido ortofônico não tem função nenhuma e está aí para tapar um buraco. Perguntei ao cliente se ele queria que eu consertasse, mas disse que não precisava.

domingo, 4 de julho de 2010

- Thunder Sound Bass 1967 "quase bassman tweed"

Esse amplificador é um Giannini Thunder Sound Bass, de 1967. Apareceu aqui para uma revisão, e aproveitei para trocar o cabo de força por um tripolar, botei uma alça nova, foram pintados os trafos e o gabinete internamente.

O circuito dele já havia sido previamente modificado para guitarra. Ao que parece, ele foi reconstruído conforme o esquema elétrico do Thunder Sound original e com alterações conforme os esquemas de alguns modelos de Fender Bassman Tweed. Todos os capacitores eletrolíticos já haviam sido trocados e quase todos os outros do circuito também. Havia sido instalada uma chave de seleção de impedância na parte traseira, o que facilita bastante na hora de usar outras caixas.

O controle de Presença não estava funcionando, mas foi só substituir o capacitor correspondente e mudar um pouco o valor que ele começou a funcionar e a atuar mais. Coloquei uma chave de Stand By aproveitando a posição da chave de Fase, que costumo desabilitar sua função nesses amplificadores antigos.

As válvulas já haviam sido trocadas previamente e foram mantidas. Estava com Groove Tubes na saída e Electro Harmonix no Pré. Após o trabalho, o amp ficou assim:


O som dele está excelente. Devido às conversões parciais para os modelos Fender Bassman, ele soa de maneira diferente de um Thunder Sound original. Parece soar mais definido e cristalino.

O dono do amplificador utiliza ele numa caixa 1x12" com um falante Eminence Legend (recomendação minha, hehe) e parece gostar bastante dessa configuração e do resultado do conjunto.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

- Tremendão II (o melhor!) - 1970

=> O Tremendão com melhor som que já ouvi!

Não tirei fotos dele assim que chegou aqui, mas esse Tremendão II estava com o circuito bastante original (exceto apenas os capacitores da fonte, que já haviam sido trocados por novos), porém com várias coisas para fazer.

Depois de consertar alguns dos vários maus contatos que haviam e trocar alguns componentes com defeito ou mesmo duvidosos (capacitores, para variar...), ele voltou à vida.



O próximo passo foi fazer o trêmolo voltar a funcionar, substituindo alguns capacitores desse estágio e também o LDR.

Depois disso parti para instalação do circuito de reverb. O T2 estava sem trafo de reverb, então instalei um trafo retirado de outro amp velho. Depois, foi necessário fazer dois cabos blindados para conectar o circuito à caixa de molas. Essa caixa de molas que aparece na foto é uma que o proprietário do amp tinha sobrando, mas ela não está funcionando. Para testes, utilizei uma outra caixa que tinha aqui e o reverb voltou a funcionar perfeitamente. Sugeri ao proprietário colocar uma nova caixa de reverb, da Accutronics. Vamos ver se ele vai querer...

Foi feita uma limpeza geral e também a pintura interna de gabinete e trafos. Depois, instalei válvulas Sovtek 6L6WXT+ na saída, algumas válvulas JJ/Tesla novas no pré e pronto: o melhor Tremendão que já ouvi na vida!



Lembro de dois Fender Twin Reverb que apareceram aqui na oficina há um tempo (infelizmente não fotografei). Um era um blackface com os dois falantes com o selo Fender (não tenho certeza se eram originais) e o outro era um silverface com dois falantes Eminence Legend. O som dos dois Twins eram bem parecidos, e esse T2 estava soando realmente muitro próximo ao som desses Twins. Isso ainda que eu estava testando o T2 numa caixa de 500W (!) bem mal construída, com dois Selenium antigos, de PA.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

- Phelpa 20W (1967)

Esse Phelpa de 20W (conhecido como Phelpa 20W, hehehe), ano 1967, era de um amigo meu. É um pequeno combo, e estava com três falantes Novik originais, de 8". As válvulas de pré eram 3 12AX7, porém estava com duas válvulas EL34 na saída. As originais são duas 6L6, por isso sugeri ao dono do amplificador que colocasse essas novas.

Uma das EL34 estava queimada e o amp estava com metade da potência apenas. As EL34 necessitam de corrente maior que as 6L6 e acredito que foi pelo fato de uma delas estar queimada que o amp não teve nenhum de seus trafos detonados.

Após colocarmos duas 6L6, o amp voltou a soar bem e com toda a sua potência! Sugeri ao dono do amplificador trocar esses três falantes Novik (que não falam nada!) por um Eminence Legend de 12", mas o proprietário não tinha interesse em investir nisso e acabou vendendo o amp.

Só tenho duas fotos antigas dele, e estão aí:


quinta-feira, 27 de maio de 2010

- Thunder Sound SL

Esse cabeçote eu peguei sem gabinete, com o circuito em péssimo estado. Após deixá-lo funcionando e trocar todos os capacitores (fonte e circuito), resolvi transformá-lo num combo com dois falantes de 12".

Abaixo seguem algumas fotos de quando ele chegou para mim.





Já faz certo tempo que ele passou por aqui, mas pelo que me recordo, o esquema elétrico é o mesmo do Thunder Sound Bass III (N), com exceção da presença de um controle de master volume. O amp usa duas 6L6, uma 12AT7 e uma 12AX7. Coloquei todas as válvulas JJ/Tesla, novas.

Me inspirei no Giannini Bulldog para fazer esse combo. E, após construir um gabinete novo e fazer o acabamento com material apropriado, ele ficou assim:









Os falantes são ambos Novik, porém não são "casados". Um deles possui o ímã um pouco maior que o outro. Atualmente tenho descartado esses falantes Novik, Bravox ou quaisquer outros desse mesmo naipe e tenho utilizado apenas falantes de boa procedência, como Jensen ou Eminence. Porém, já faz um bom tempo que trabalhei nesse amplificador, por isso ele ficou com Novik mesmo.

A diferença entre um falante de boa procedência (um Eminence Legend, por exemplo) e um desses Novik antigos é absurda. Recomendo com todas as minhas forças a quem esteja usando um valvulado Giannini com falantes Novik ou Bravox que ao menos teste um bom falante na sua caixa. Você vai entender o que estou dizendo quando tocar o primeiro acorde...

Gostaria de ter tirado mais fotos da construção do combo, mas só tenho essas abaixo:




Um abraço!

- Marshall Major Bass JW Tubes (clone)

No meu post anterior (clique aqui e veja o post anterior) falei do CSound que tinha os trafos gigantes. Pois bem, após reformar o outro CSound conforme o original, me utilizei do chassis, transformadores, e painéis de acrílico do CSound que sobrou para construir um Marshall Major 200W. Todas as outras peças foram direto para a lixeira.

Conheço três versões do Marshall Major 200W, sendo que uma era para guitarra, outra para o baixo e outra para PA. A que fiz foi a versão para o baixo, que difere muito pouco da versão para guitarra (até cheguei a fazer conforme a versão para guitarra apenas para ver como soava, mas acabou ficando definitivamente a versão para o baixo).

Enfim, vamos às fotos.









Após tratamento e limpeza do chassis, ele foi pintado de preto. Todos os soquetes de válvulas utilizados eram cerâmicos novos. Dei um pequena aumentada nos valores dos capacitores, para evitar o hum de 60Hz. Todas as chaves são novas, bem como todos os demais componentes, jacks, potenciômetros, knobs, fiação, etc. Adaptei os dois trafos monstruosos para uma nova acomodação horizontal, para otimizar o espaço (obviamente precisei cortar o chassis para acomodar esses trafos). As válvulas eram quatro KT88 Electro Harmonix casadas e as de pré eram todas JJ/Tesla (1 x 12AU7 e 2 x 12AX7). Fiz um novo gabinete menor e com material de acabamento todo novo também.

Usei ele com a velha caixa Hartke VX410. O set tinha um som maravilhoso para o baixo. Extremamente vintage e com os graves muito bem definidos, graças às KT88. O único problema era o transporte. Os dois eram enormes!

Só de trafos, tinha 20 kg no cabeçote. Fora o resto dos componentes, gabinete, etc... A própria caixa Hartke já pesava uns 35 kg.

A quem possui um CSound com esses trafos gigantes, está aí a dica para transformar num Marshall Major 200W. A vantagem que vejo está na utilização das KT88, que tem um som maravilhoso para o baixo. Se você é baixista e procura um som vintage com ótimo grave e não se importa em carregar peso, é uma ótima pedida. Agora se você é guitarrista e não toque regularmente para 20 mil pessoas em estádios de futebol ou outros locais desse tamanho, acho desnecessária a conversão.

- CSound 100W (1970)

Amplificador valvulado tipo head de fabricação nacional com a inscrição C.S. Sound Eletrônica Indústria e Comercio LTDA. Não consta nada a respeito de qual é o modelo.



Ele possui cerca de 100W, usa quatro válvulas 6L6, inversora 12au7, e duas 12ax7 no pré. Tem 2 canais, sendo que um só tem controle de Volume e o outro tem controles de Presence, Bass, Medium, High e Volume.

Seu circuito é baseado no Marshall Major 200W, porém, usa válvuas 6L6 ao invés das KT88, fornecendo menos potência e menos grave (além de possuir umas minúsculas alterações no circuito).

O estado desse amplificador quando ele chegou para mim era desanimador. Veja a seguir algumas fotos dele.






Conheço esse modelo CSound com dois tipos de transformadores diferentes, tanto de força quanto de saída. Esses que aparecem nas fotos acima são os modelos Willkason menores (do tamanho padrão de amplificadores de 100W, para a época). O outro modelo utilizava uns trafos monstruosos, que pesavam 10 kg cada (também eram Willkason). Não me recordo dos modelos desses trafos, mas eu sei que o CSound que tinha os trafos maiores pode ser convertido para o Marshall Major 200W, que usa quatro KT88.

Como eu possuía dois CSound, sendo que um tinha os trafos menores e outro tinha os trafos gigantes (além de que ambos estavam meio detonados), resolvi juntar as peças dos dois e restaurar um CSound conforme o original e construir um Marshall Major a partir do chassis e trafos do outro que sobrou.

Após a reforma de um deles conforme o original, ele ficou assim:








Esse CSound acima foi o que restaurei conforme especificações originais, e ele ficou com os trafos "menores" conforme pode ser observado nas fotos.

A partir chassis e dos trafos maiores que sobraram, construí um Marshall Major de 200W com 4 x KT88. Criei um novo post com a construção do Marshall Major clone (clique aqui e veja).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

- Tremendão I (1968)

Esse Tremendão é das primeira safras, do ano de 1968. Precisou de uma boa reforma para voltar à vida, começando pelo seu gabinete.

Abaixo tem algumas fotos do gabinete quando ele chegou para mim. Infelizmente não tenho foto do circuito.





Um courvin novo, alça nova e tecido ortofônico novo deram outra cara para ele. Adaptei também uma proteção traseira, com uma tela de metal.






Foram colocadas nele quatro válvulas 6L6 Shuguang (chinesas), às quais eu não recomendo para ninguém. A durabilidade delas é extremamente inferior, além de avermelham as placas com qualquer aumento da tensão de placa ou polarização de bias. Mas fazer o que? Eram as válvulas que tinham disponíveis...




Ele veio com essas chaves coloridas do jeito que está, além desse jewel verde estranho. Por razão de economia, foram mantidos. Não lembro do que precisou ser feito no circuito, pois já faz certo tempo.